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Cozido e samba marcam comemoração da Segunda-feira Gorda da Ribeira

Depois da demonstração de fé com a realização da caminhada de 8km na Lavagem do Bonfim, soteropolitanos e turistas se reuniram nesta segunda-feira (15), no boêmio bairro da Ribeira. O motivo: a tradicional Segunda-feira Gorda. O festejo profano integra o calendário de eventos para o verão de Salvador até a quarta-feira de Cinzas. Quem compareceu no local, conferiu ainda a apresentação do grupo de samba Siricotico.

Morador da Liberdade, Marcos do Carmo, que afirmou ser frequentador assíduo tanto da Lavagem do Bonfim quanto da Segunda-feira Gorda da Ribeira, manteve sua tradição e compareceu com a família à Avenida Beira Bar para apreciar o famoso cozido local – prato típico da festa servido em barracas e restaurantes da Orla. “Toda segunda-feira eu vinha aqui para comer o pirão da Cidade Baixa, mas hoje vim por conta da lavagem da Segunda-feira Gorda, que é tradicional. Hoje é o dia específico da lavagem no bairro e estou aqui participando dessa homenagem e aproveitando para comer esse cozido delicioso com minha família”, explicou.

O proprietário do restaurante Rei do Camarão, Roberto Júnior, afirmou vender mais de 30 porções generosas de cozido durante a festa. “Toda segunda é tradição na Ribeira sair esse cozido. Essa festa é para quem não pôde curtir o fim de semana e nem pôde ir na quinta-feira para a Lavagem do Bonfim por causa do trabalho. Por isso, a segunda virou uma tradição”, pontuou.

O prato leva carnes como charque, bacon, lombinho, calabresa, fato e mocotó, além de diversas verduras a exemplo de cenoura, abóbora, beterraba, quiabo, maxixe, jiló, couve e batatas doce e do reino. É possível encontrar pratos com valores a partir de R$20 para uma pessoa, e R$60 para três pessoas. A cerveja gelada, acompanhamento indispensável para os apreciadores do cozido, é vendida, em média, por R$7, em garrafa de 600ml.

A movimentação pela busca do prato, que segue durante todo o ano, tem início às 11h e segue até as 21h. Originalmente a festa teve início com o propósito de dar continuidade à Lavagem do Bonfim, onde romeiros que participavam da festa religiosa perambulavam pelos bairros vizinhos, ao final dos festejos, estendendo a festa profana para a segunda-feira. Por esse motivo, era chamada de Segunda do Bonfim.

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