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Como aproveitar o caruru de Cosme e Damião sem restrições

Basta entrar setembro, e os sentidos do baiano se aguçam para os pratos tradicionais da culinária afrobrasileira que, nesta época, pipocam em cada vizinhança, por conta do costume de convidar amigos, vizinhos e parentes para o caruru de Cosme e Damião, devidamente sincretizados com os respectivos orixás, e que servem de pretexto para uma comilança que mexe com olfato, visão, tato e paladar. Entretanto, para alguns, este prazer é praticamente proibido, devido a uma ou outra restrição a este ou àquele ingrediente. Os grandes vilões desta dieta rica em sabor e calorias são, geralmente, o camarão e outros crustáceos, a castanha e o glúten.

Em oposição àqueles que não possuem patologias relacionadas a alimentos, há ainda os temerosos quanto à ingestão calórica de produtos acessórios do caruru, como xinxim de galinha, vatapá, arroz de coco, milho branco, feijão fradinho, feijão preto, farofa, acarajé, abará, banana da terra frita, roletes de cana, pipoca e doces. Alguns destes produtos são altamente gordurosos e devem ser consumidos com moderação, pois podem contribuir para o ganho de peso, além de ocasionar problemas intestinais. Gilmara Sodré, nutricionista que atua na Vigilância Sanitária de Salvador, explica o que ocorre quando alguém decide exagerar. “Alguns alimentos podem ocasionar reações adversas, como as alergias, que são desencadeadas por uma resposta imunológica específica em indivíduos mais sensíveis após o consumo de determinado alimento. Essas reações apresentam ampla variação na sua severidade e intervalo de manifestação, podendo afetar ainda os sistemas cutâneo, digestivo, respiratório e cardiovascular. Indivíduos com alergias alimentares podem desenvolver reações adversas graves a alimentos que são consumidos de forma segura pela maior parte da população, mesmo quando ingeridos em pequenas quantidades”, informa Gilmara Sodré.

A profissional indica também que cerca de 90% dos casos de alergia alimentar são ocasionados por apenas oito tipos de alimentos – ovos, leite, peixes, crustáceos, castanhas, trigo e soja. Esses alimentos são reconhecidos como alergênicos de relevância para a saúde pública pelo Codex Alimentarius, organismo da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e da OMS, responsável pela harmonização internacional de regras para alimentos.

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